Radioterapia ‒ o que é e como é feita

É importante e complementar, quase sempre após a cirurgia e muitas vezes junto com a quimioterapia, para prevenir o órgão em tratamento, com fins curativos; em muitos cânceres é indispensável e às vezes, paliativa e analgésica.

É aplicada pelo médico radioterapeuta, que calcula a dose, marcando os campos da aplicação com canetas azul e vermelha. Você pode sair, ir à praia, passear, dançar, namorar, viajar que não terá problemas.

A aplicação é diária. Na primeira consulta o médico fará o seu planejamento, depois o técnico de radioterapia cuidará da aplicação. Portanto, é recomendável que você vá semanalmente ao oncologista clínico que lhe recomendou o tratamento para que este faça o controle clínico, solicitando que você faça toda semana um hemograma com contagem de plaquetas e dosagem sérica de eritropoietina. Se esta estiver baixa, ele prescreverá e aplicará Eprex semanal, na dose de 40 a 60 ml via subcutânea, para um melhor efeito da radioterapia e maior curabilidade.

Exemplos de tumores malignos passíveis de radioterapia:

Mama – após a quadrantectomia
Esôfago – junto com a quimioterapia semanal, para preservar o órgão
Rim – após a sua retirada, na loja renal
Bexiga – junto com a quimioterapia semanal, para a sua preservação.
Laringe – junto com a quimioterapia
Pulmão – quando o tumor é inoperável
Metástase óssea – nos segmentos ósseos com lesão
Câncer de pele – curativo em baso e espinocelular
Estômago – junto à quimioterapia, quando não é possível a retirada do órgão.

Isso é que é tratamento combinado e de equipe; você pode ficar curado, não deixe de lutar por sua vida.

 
Trecho do livro: Tenho câncer e agora? / Dr.Ricardo Teixeira