Acesso a Novas Drogas Anti-Câncer

Câncer é, no momento, a segunda causa de mortalidade, por doença, em nosso meio. Deverá ser a primeira, brevemente. Conseguimos curar aproximadamente 60% dos pacientes com Câncer, Leucoses e Linfomas, quando o diagnóstico é precoce e o tratamento é adequado, sendo que, na nossa realidade, este percentual; por vários motivos, deve ser, em torno, de 30%.
O progresso da biotecnologia e de pesquisa clínica, básica e avançada, na indústria farmacêutica é de tamanha importância e amplitude, que hoje temos drogas quimioterápicas antineoplásicas para alguns tumores sólidos, leucemias e linfomas, que não tinham, até um ou dois anos através.

Por exemplo, para leucemia mielóide crônica, em muitos casos, não se precisa fazer transplante de medula óssea e sim tão somente, ingerir comprimidos de um inibidor de tirosina-quinase, chamada “GLIVEC”; a dificuldade maior é o custo elevado mensal, por isso o sistema único de saúde, tem obrigação constitucional e legal de oferecer, contudo, atualmente, isto somente é possível com ação judicial contra prefeito da respectiva cidade onde reside o enfermo e assim ele comprará, caso contrário, o prefeito será preso por não cumprimento de ordem judicial.
O mesmo é válido e extensivo para um tipo especial de câncer de mama que é receptor estrogênico positivo que demanda ingerir comprimidos de um inibidor de aromatase chamado, “ARIMIDEX”, “AROMASIN” ou “FEMARA.”

Melanoma, trata-se de um câncer de pele especial e grave; quando o estadiamento de “Breslow” é de 4mm ou mais, necessitará aplicação, por um ano, de Interferon e visa assim, maior cura, bem como previne a recaída de doença, com metastatização visceral.

Urge que a sociedade civil organizada tenha acesso, primeiro, à informação, sobre o que há de novo nos tratamentos de câncer, leucemias e linfomas e principalmente, acesso justo e imediato a estes novos medicamentos, principalmente, através do Sistema Único de Saúde, mais concretamente, via Hospitais Municipais, pois todos dispõem de Serviços de Oncologia Médica, infelizmente, subdimensionados e que Conselhos Municipais de Saúde obriguem o prefeito, de cada cidade, a tornar digno o acesso à novas drogas anti-câncer.

É, também, urgente, que a sociedade civil e organize na luta contra o Câncer, pois não é possível que as acanhadas iniciativas continuem, com associações de pacientes oncológicos, em alguns municípios, como por exemplo, de laringectomizados, mastectomizados e mesmo, associações de maior porte, mas sem congregar todos os pacientes, com câncer, por exemplo, a ABRALE, que associa, tão somente, os portadores de Leucemias e Linfomas.

Trecho do livro:”Tenho câncer, e agora?”